Jogos iPhone - Apple quer conquistar os gamers.

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Jogos no iPhone

O lançamento do iPhone nos trouxe um celular e um tocador de música incríveis. Mas agora a Apple quer provar o poder do iPhone como plataforma de jogos. O iPhone já conta com mais de 1.300 programas para serem baixados na internet (sim, o número é absurdo mas é real). Estima-se que 1/4 deles sejam jogos. Na App Store, 7 das 10 seleções preferidas pelos usuários são de jogos. Essa súbita demanda, junto com planos para melhorar as ofertas de jogos, pode lançar o iPhone para uma nova esfera de jogos para celular. É o que a Apple espera.

E o mercado de jogos para celular ainda nem foi arranhado. Enquanto milhões de pessoas jogam em portáteis como o Nintendo DS e o Sony PSP (Playstation Portable), menos de 10% dos usuários de celular fazem o mesmo nos EUA. E o que é pior, quem joga no celular gasta apenas $8 dólares por ano com jogos, enquanto os usuários de DS $65 dólares e os de PSP $45 dólares. O iPhone - com sua sensacional tela de toque, conexão wireless (sem fio) para baixar aplicativos e centenas de jogos divertidos - pode preencher esse vazio. Estimativas apontam para um salto de $845 milhões de dólares em 2008 para $1.2 bilhões até 2011 com o iPhone empurrando o mercado de jogos para celular.

Parte do motivo pelo qual jogar no cleular não ser tão popular se deve ao fato de que os jogos tendem a ser muito simples ou versões bem pioradas de títulos feitos para PC, XBox 360 e Playstation 3. Mas a promessa é de jogos com mais apelo. Em agosto a Gameloft colocou Asphalt 4 no mercado, o primeiro jogo multiplayer (para vários jogadores ao mesmo tempo) do iPhone. Spore, um dos jogos mais aguardados do ano feito pelo mesmo criador do sucesso The Sims, ganhará uma versão especial no iPhone em setembro, Spore Origins. Claro que não será tão complexo quanto no PC, mas virá com 35 fases e criaturas fantásticas. São jogos assim que podem fazer o iPhone competir contra o DS e o PSP.

Spore no iPhone

Spore, o simulador de evolução criado por Will Wright

Várias outras desenvolvedoras já apostam no filão do iPhone, com é o caso da recém-fundada ngmoco (Next Generation Mobile Company). Seu foco será apenas jogos para o iPhone. Ela já recebeu fundos de incentivo do iFund (um fundo de investimentos de $100 milhões de dólares estabelecido pela gigante Kleiner Perkins para ajudar a criar aplicativos para o iPhone) e quer ser a principal desenvolvedora de jogos para o iPhone, lançando jogos que atendam tanto os jogadores casuais quanto os hardcore e aproveitem os fantásticos recursos do aparelho, como seu poder de processamento, GPS e gráficos.

A chave para o sucesso do iPhone como plataforma de jogos é saber aproveitar os recursos do aparelho. Talvez o mais importante seja seu sensor de movimento, que serviria de controle para os jogos. Só para se ter uma idéia, o aplicativo mais popular quando a App Store foi inaugurada foi o jogo grátis Labyrinth, criado pela sueca Illusion Labs, onde você guia uma bola através de vários labirintos apenas virando o iPhone. Outro game muito procurado é o Super Monkey Ball da Sega, que custa $9,99 dólares e funciona de forma similar, com o jogador inclinando o aparelho para navegar por uma série de plataformas estreitas. Sem contar nos jogos vendidos por menos de $1 dólar. O ColorTilt, da IMAK Creations custa apenas $0,99 cents e permite que você crie pinturas na tela usando seus dedos como pincéis.

Mas fica a dúvida: será que o iPhone pode realmente competir com os portáteis dedicados somente para jogos, como o NIntendo DS? A aposta de marketing da Apple é simples: se você tem um portátil só para jogar e um celular, para que ter os dois se pode ter um só? A Apple também sabe que 1/3 dos donos de iPhone já são clientes assíduos da indústria de games, com idade media de 26 anos, então aposta em jogos mais ricos para conquistá-los e bater de frente com os outros portáteis.

Resta saber se realmente os jogos no iPhone evoluirão do que se vê hoje. Poder não é problema, pois o hardware do iPhone é tão bom ou melhor que o do DS e encara bem o do PSP. Embora façam um certo sucesso, essa primeira leva de jogos é muito casual e não durará muito, o que pode fazer os jogadores mais dedicado procurarem diversão em outras praias, com jogos mais complexos. Mas se os planos da Apple derem certo, a App Store pode virar a única praia para os jogadores que escolherem o iPhone, já que com apenas um clique você pode fazer suas escolhas, sem depender de cartuchos como o DS ou disquinhos UMD como o PSP.


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